18 março 2008

Renascimento

O blogue Ala de Rei aproveitando esta época pascal, despede-se de todos os seus leitores, aqui neste espaço blogspot.com e transmigra definitivamente para aladerei.e-xadrez.com.

Ala de Rei agradece a todos os seus leitores o interesse manifestado pela sua continuação. Aproveitando a amabilidade do autor do portal de xadrez e-xadrez, Pedro M Fonseca, Ala de Rei, passou a residir em aladerei.e-xadrez.com a partir de hoje, 18 de Março.

Como sempre o email está disponível para quem pretender entrar em contacto com o seu autor.

31 dezembro 2007

Bom Ano de 2008!

Bom Ano de 2008!

29 dezembro 2007

Joaquim Durão foi o 1º MI português

Joaquim Durão foi o primeiro jogador de xadrez português a receber o título de Mestre Internacional, atribuído pela FIDE.

Na realidade, foi em 1977, no Liceu Pedro Nunes, pelas mãos de A Suetin, aquando da sua deslocação a Portugal, que a FIDE entregou os diplomas a Joaquim Durão e a Fernando Silva, os dois primeiros Mestres Internacionais de Portugal.

Aqui fica a minha homenagem neste ano de 2007, prestes a findar.
Que o ano de 2008 seja melhor e mais proveitoso para a modalidade que os xadrezistas agradecem.

Já agora, alguém consegue identificar os presentes na foto acima?

21 dezembro 2007

19 dezembro 2007

Novas Regras para Olimpíadas de Xadrez

A FIDE publicou um comunicado (New Rules for the Chess Olympiads), sobre as alterações efectuadas às Regras das Olimpíadas de Xadrez.

O mesmo documento pode ser lido, com comentários, na página da OlimpBase.

O novo texto das regras está disponível no Actual Handbook, D.II. Chess Olympiad.

Uma tarde de Xadrez, Literatura e Música

17 dezembro 2007

Xadrez nas Escolas

Jornal de Xadrez, nº 8, Junho de 1947

Quem sou eu?

Stauton v. Cochrane, 1841-42

John Townsend escreveu em rec.games.chess.misc, sobre Staunton v. Cochrane, 1841-2

It is stated in "The Westminster Papers" (1st August 1874), in an obituary of Staunton thought to have been written by P.T. Duffy, that some of the Staunton v. Cochrane games were played at the "Shades", in Leicester Square. This information is repeated by Sergeant in "A Century of British Chess", p. 50.

But in the only two contemporary reports which I have noticed where the venue is named, i.e. Chess Player's Chronicle, Vol. 2, p.24, and Vol. 3, p. 49, the venue is given by Staunton as Goode's Chess Rooms, which was at 39 Ludgate Hill.

It may well be that both places were used. Does anyone know of evidence, other than the obituary in "The Westminster Papers", that the two of them ever met at the "Shades" ?

Regards,

John Townsend, Howard Staunton Research Project

Tribunal Arbitral do Desporto

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), entregou na passada 6ª feira, dia 14/12, ao Ministro da Justiça o requerimento para a criação do Centro de Arbitragem Desportiva (Tribunal Arbitral Desportivo), acompanhado da documentação preparada ao longo deste ano pela Comissão Instaladora presidida pelo Juiz Conselheiro Cardoso da Costa.

Segundo o Infordesporto, o Comité Olímpico pretende com esta iniciativa contribuir para uma melhor Justiça Desportiva, disponibilizando aos agentes desportivos uma instância independente de arbitragem e de recurso e aliviando desse modo a pressão sobre os órgãos próprios das Federações, bem como a tentação de levar os litígios para os tribunais comuns – ao encontro da tendência da política de Justiça do Governo de incentivar as partes litigantes a recorrerem a mecanismos alternativos de resolução de conflitos.

O COP refere que Vicente Moura sentiu «muita receptividade» da parte do ministro Alberto Costa e expressou grande satisfação pela conclusão de um processo que se iniciou há cinco anos e que pode melhorar significativamente a resolução da conflitualidade no seio do associativismo desportivo, reduzindo custos e prazos e proporcionando ao sector um mecanismo de auto-regulação.


Pode igualmente ser lido, com proveito, o documento Tribunal Arbitral do Desporto, do jurista Miguel Nobre Ferreira, membro da Associação Portuguesa do Direito Desportivo e da Comissão Instaladora do Tribunal Arbitral do Desporto.

13 dezembro 2007

Treino militar para os Jogos Olímpicos Pequim 2008

Agradeço ao Carlos Sirgado.

Homenagem ao xadrez feminino

Este ano de 2007, quase no fim, é um ano rico de comemorações para o xadrez feminino.

Em 1927, Vera Menchik, ganhou o primeiro Campeonato do Mundo Feminino, que se disputou em Londres.

Ler mais em Vera Menchik na Wikipedia.

Já este ano lhe havia dispensado uma homanegem no Ala de Rei o mesmo fez Susan Polgar no seu blogue, com A tribute to the great Vera Menckik. Também a Rádio Praga online lhe rende homenagem em Les Tchèques célèbres et moins célèbres - Vera Menchikova.
Ver ainda em Girls Chess: How it was sobre os início do xadrez feminino e Female chess palyers, onde se faz referências às campeões do mundo feminino.

Entrevista a GM Koneru Humpy

A jovem indiana Koneru Humpy completou em Março deste ano 20 anos, sendo, depois de Judit Polgar, a segunda mais forte jogadora feminina da história do xadrez.

Tornou-se Grande Mestre aos 15 anos, três meses mais cedo do que Judit e nos últimos meses ultrapassou a marca dos 2600 pontos Elo FIDE, a segunda mulher a alcançar este feito.

Ler aqui a entrevista, do passado dia 11 de Dezembro de 2007, que o portal indiano de xadrez LatestChess.com efectuou à sua estrela.

ADEXC dirige o xadrez escolar em Coimbra

Paulo Fernandes, e os professores João Maduro e José Carlos Vicente, da Associação Desportiva Escolar de Xadrez de Coimbra, concedeu uma entrevista ao jornal 16x16.

A importância desta entrevista é grande, porquanto é a primeira concedida por uma Associação de Desporto Escolar, pela sua actividade desenvolvida, e, por fim, mas mais importante, porque tem lutado contra adversidades estranhas que não deveriam pertencer ao mundo do xadrez.

Permito-me destacar os seguintes trechos desta entrevista,

(...) Quanto às entidades do xadrez federado, penso que nos apoiam dentro das suas (infelizmente parcas) possibilidades. Representamos o Xadrez Escolar procurando respeitar e não interferir com o normal funcionamento do xadrez federado.

Solicitei em 2006 apoio para a formação ao presidente da Associação de Xadrez de Coimbra (pessoa de quem sou amigo) que me respondeu nada ter a ver com o Xadrez Escolar. Penso que actualmente se lhe pedisse o mesmo, a resposta seria diferente pois a nova direcção da AXC está apostada em dar um novo impulso à modalidade e a nossa relação com ela é boa, como ficou demonstrado no Torneio do CAIC onde o sr. Rui Ferreira nos deu o prazer da sua presença.

O grande apoio que tivemos no momento em que precisámos foi do presidente da Associação de Xadrez de Leiria e árbitro internacional, sr. Carlos Dias, que nos ajudou enquanto formador e nos abriu a porta da FPX. À nossa Federação e ao sr. Carlos Dias o nosso reconhecimento público.

(...)

O xadrez é um jogo, um jogo pedagógico por excelência. Onde houver quem o dinamize há sempre muitos jovens interessados. Cabe-nos a nós, docentes, formar-nos e ter disponibilidade se queremos desenvolvê-lo.

A FPX deveria procurar dar mais apoio quer em material, quer assumindo ela própria a formação de professores/monitores escolares com um programa de acompanhamento e incentivos à formação/participação de clubes escolares, criando um grupo de técnicos que percorresse as escolas, mas será que na situação actual interessa descentrar/dividir os parcos apoios do eixo Lisboa/Setúbal com o resto do país? Não sei.

Tenho alguma experiência em gestão de eventos desportivos (estou relacionado tecnicamente com uma Câmara Municipal). Organizei há um ano um Torneio Internacional Jovem que contou com a presença de alguns dos melhores valores nacionais jovens e de duas selecções da Galiza (Espanha).

Apercebi-me que havia mais gente do xadrez a querer parar o futuro do evento do que a apoiá-lo pois o êxito que ele representou com toda a dignidade dada aos jovens e apoios conseguidos, era uma ameaça para organizações futuras do poder instituído.

Não queremos imiscuir-nos no xadrez federado, mas penso que alguma coisa deve mudar, a começar pela percepção clara de que se deve apostar mais no Xadrez Escolar e separar claramente os interesses clubísticos dos associativos.

Há que definir claramente os papéis. A Associação de Xadrez de Braga devia servir de exemplo na área escolar. Parabéns ao sr. Fernando Castro pelo apoio que dá às escolas e pela transparência financeira da associação a que preside.

O jornal 16x16 e o seu director estão de parabéns pela divulgação do trabalho desta Associação de Desporto Escolar, dando a palavra aos seus dirigentes. Um exemplo a repertir com outras associações existentes.

O teor desta entrevista, leva-nos a pensar se não seria já tempo do xadrez escolar estar mais representado e apoiado pelas estruturas associativas e federativas, para evitar que cada um reme para o seu lado, com esforços desnecessários, quando temos o mesmo objectivo.

Os meus parabéns aos professores João Maduro e José Carlos Vicente e a Paulo Fernandes pela actividade desenvolvida e felicidades na sua caminhada pela integração do xadrez na estrutura curricular de ensino, tal como é exigível e ele merece.

O xadrez como ferramenta educativa em Sesimbra

Refere o jornal 16x16 que o MI António Fróis (na foto) se deslocou à Escola EB 2/3 de Santana, em Sesimbra, para uma acção de formação que segundo Fróis é «uma experiência-piloto na modalidade de xadrez».

A acção contou com a participação de professores da disciplina de Matemática. A ideia é que estes professores iniciem a partir de Janeiro de 2008, o ensino do xadrez aos seus alunos e «aproveitem as qualidades do jogo com ferramenta educativa».

Uma acção importante a desenvolver, com os necessários apoios, nas escolas do nosso país. Tal como tenho vindo a defender, o futuro do xadrez passa sobretudo, pela integração na estrutura curricular de ensino, como uma ferramenta educativa, tal como este projecto pretende.

Um exemplo a seguir.

10 dezembro 2007

J. Cordovil: «Há falta de amor pelo xadrez»

JOÃO CORDOVIL: Há falta de amor pelo xadrez


Xadrez é tema grande. A coisa dá nas vistas, porque tal nunca acontecera entre nós, numa terra onde o público do xadrez se contava apenas pelo número dos seus praticantes ou pouco mais. Agora discute-se xadrez como se discute futebol. Os que até aqui desconheciam em absoluto o que era um tabuleiro de xadrez, começam a saber que existem peões, cavalos, bispos, rainhas, torres e reis. Os jornais arrancam títulos de primeira página, na televisão e na rádio criam-se programas especiais, pode ler-se na introdução de uma entrevista concedida por João Cordovil, ao Diário de Lisboa, em 28 de Agosto de 1972.

Blogue pelos Direitos Humanos


Código de Ética, um texto importante para o Xadrez

The two main ehical ideals on which the following guidelines are based are Truthfulness and Fairness.

Code of Ethics, Chess Journalists of America


Hoje, Dia Mundial dos Direitos do Homem, não quero deixar passar em branco uma questão importante no domínio dos valores e princípios que devem orientar a conduta humana na nossa modalidade: a ética.

Permito-me, assim, divulgar aqui publicamente dois documentos importantes, um adoptado pela organização Journalistas de Xadrez da América (Chess Journalists of America), no dia 11 de Agosto de 1980, o Código de Ética (Code of Ethics), o outro adoptado pela própria FIDE, o seu Código de Ética (Code of Ethics), fazendo parte do seu FIDE Handbook.

Não obstante estarem em inglês, são de fácil leitura e compreensão. São dois documentos de extraordinária importância nestes tempos conturbados e confusos em que o individualismo e a ignorância ganham foros de suprema virtude.

Mais do que ums decadente filosofia triunfante, nas eloquentes palavras do Prof. Orlando Vitorino, que lhe dedicou um livro, é sobretudo, uma manifestação do mal estar contemporâneo, que medra na nossa sociedade.

Por isso, hoje, mais do que nunca, parece oportuna a divulgação e mesmo as traduções daqueles documentos para português.

Núcleo de Xadrez de Ciências (Univ Porto)

De acordo com o seu blogue Núcleo de Xadrez de Ciências, este núcleo foi fundado pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no ano de 2004.

Tanto quanto sei, é o primeiro blogue de um núcleo de xadrez universitário.

Um facto a registar.

06 dezembro 2007

O Xadrez [afinal] imita a vida

No xadrez não tenho inimigos, apenas adversários - é uma declaração de princípio.

Por uma qualquer razão António Viriato Ferreira (AVF), autor do blogue Viriatovitch Chess, entendeu escolher-me como alvo de algo que ainda não percebi, com exactidão, o seu alcance. Mas isso ficará para outra oportunidade, muito dentro em breve, espero.

Por agora, quero, apenas, deixar claro que a atitude de AVF, primeiro, em qualificar-me de "lixo humano", e, em seguida, de retirar o link para o blogue Ala de Rei do seu blogue pessoal significam de forma clara um corte entre os dois blogues na normal e recíproca cortesia da blogosfera. Em resposta, que não em retaliação, seguiu-se o exemplo da retirada do blogue de AVF da listagem de links de blogues nacionais no Ala de Rei. É que, simplesmente, já não fazia sentido.

Acreditava ser suficiente esta separação, mas AVF permitiu-se escrever um comentário na Ala de Rei. Para além de uma evidente falta de elegância, reflecte ainda um despudor fora do comum.

Venho, por isso, declarar que AVF não é bem vindo a escrever o que quer que seja no blogue Ala de Rei. É, se assim o quiser entender, persona non grata. Mais do que decência seria um questão de bom senso.

Quando o normal seria um pedido formal - leia-se, por escrito - de desculpas, o que temos é uma intromissão no espaço de comentários de um blogue particular para continuar a senda crítica.

Termino aqui e já lhe concedi tempo demais. As suas atitudes e comportamentos não me deveriam merecer nem uma linha, como xadrezistas amigos me têm reiteradamente confidenciado.

Parafraseando o ex-campeão do mundo Kasparov, O Xadrez [afinal] imita a vida.

Crimes & escapadelas

Uma queixa-crime contra António Viriato Ferreira


Se desistires da legítima luta pela verdade e pelo direito, cometerás um grande crime contra a tua honra, contra o teu dever e contra o teu povo.

Os homens de perto e de longe falarão de ti com desprezo, classificando de vergonhoso o teu proceder; e a vergonha e a desonra são piores do que a morte…

Bhagavad Gita, II, 33-34



Artº 10º (Liberdade de Expressão)

1. Qualquer pessoa tem direito à liberdade de expressão (…).

2. O exercício dessas liberdades, implica deveres e responsabilidades (…) numa sociedade democrática para (…) a protecção da honra ou dos direitos do homem de outrem (…).

Convenção Europeia dos Direitos do Homem
, de 4/11/1950



1. Fui pessoal e publicamente acusado, recentemente – há oito dias, precisamente – de ter efectuado o “plágio” de uma ideia. Fui, ainda, acusado de «falta de ética».

Quanto aos factos:

Foi colocado na Internet, no blogue Viriatovich Chess, de António Viriato Ferreira, um texto onde o autor pretende reivindicar para, uma ideia por si tida e que, ipso facto deveria estar ad eternum à sua disposição. Acusa-me de «falta de ética» e, no final do artigo (post), escolhe como etiqueta (tag) “LIXO HUMANO»! Não completamente satisfeito, permitiu-se publicar, o mesmo texto, como comentário, no blogue do autor do pretenso plágio, para não passar despercebido «aos mais desatentos».

Estas situações descritas foram testemunhadas por mais de uma pessoa ao longo do tempo em que permaneceram online, isto é, dias 29 e 30 de Novembro e 1 de Dezembro, pelo menos.

Para tanto, os princípios éticos do autor, invocados no seu blogue, não o coibiram de vilipendiar de quem discordou. É uma opção.

Fui aconselhado a não responder a quem apoucou. Seriam terças diferentes. Talvez tenham razão. E, no entanto…

2. Convém, antes do mais, esclarecer, que o Código do Direito de Autor, dispõe no artº 1º, nº 2, que,

As ideias, os processos, os sistemas, os métodos operacionais, os conceitos, os princípios ou as descobertas, não são, por si só e enquanto tais, protegidos nos termos deste código.

3. Por outro lado, quanto à acusação de plágio sempre poderei transcrever o seguinte:

Plagiar (do latim plagiare) [significa] apresentar como seu o trabalho, a criação de outrem

Esta definição pode encontrar-se no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, vol.II (2001, Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo, Lisboa).

4. Estando esclarecidos quanto a “Direitos de Autor” e à definição de “plágio”, o que nos sobra? Uma falta de ética? Nem isso.

Quando se ofende a honra e a dignidade de um ser humano não há ética que lhe resista. E invocar princípios éticos e, simultaneamente, qualificar de “lixo humano” (sic) se não é de uma mente perturbada e eu defendo que não é, só pode ser uma intenção de uma mente obstinada em ofender.

Quanto ao direito:

5. Pretender considerar um ser humano como “lixo humano”, é, sem margens para dúvidas, ofensivo. É um crime no ordenamento jurídico adoptado pelas sociedades democráticas.

De facto,
A existência do crime de injúria basta-se com o carácter objectivamente injurioso das expressões usadas e com a consciência de que o que se disse ofende a pessoa visada na sua honra e consideração, não sendo, portanto, elemento essencial o dolo específico, ou seja, a especial intenção de injuriar.

(Acórdão da Relação do Porto, de 2/12/87)

Por outro lado,

A difamação pode definir-se como a atribuição a alguém de facto ou conduta, ainda que não criminosa, que encerra em si, uma reprovação ético-social. A difamação, segundo a lei, compreende comportamentos lesivos da honra e consideração de alguém.

(Acórdão da Relação de Lisboa, de 6/2/96)

Por último,

Os crimes de difamação e de injúrias consumam-se no momento e no lugar que tiverem sido imputados os factos ofensivos, formuladores dos juízos difamatórios ou proferidos por escrito as palavras injuriosas em causa.

(Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 5/6/97)

6. Perante o exposto, só me resta aguardar que o acusador do plágio intente a competente acção judicial onde se poderão dirimir conceitos etimológicos e éticos.

Pela minha parte, aguardo tranquilo, o resultado da apresentação do requerimento da queixa-crime por injúrias e difamação que apresentei junto da Procuradoria-Geral da República, contra quem me acusou de plágio e ofendeu na honra e dignidade devidas a qualquer ser humano.

7. A serpente está escondida na relva. Volenti non fit injuria…

Odivelas 6 de Dezembro de 2007

29 novembro 2007

Estatutos da FPX não são para cumprir?

Pessoa amiga alertou-me há minutos atrás que o 2º Suplente da Direcção da FPX, tem nome. Chama-se José Fernando Marques Grade. Para que conste.

Assim, consuma-se a ilegalidade já denunciada por mim aqui na passada 6ª feira, 23/11, cerca de 48h antes da Assembleia Geral da FPX e pelo António Pereira dos Santos no próprio Domingo, momentos antes do início das Assembleias Gerais.

Podem ver aqui a nova constituição da Direcção, após a Assembleia Geral de 25/11, mas que, por sinal, é como se tivesse sido em 13/5/2007, porquanto, na página dos Corpos Sociais não há qualquer referência ao facto. Nem na página principal como seria normal. Se era para passar despercebido, a intenção não resultou.

Quanto à divulgação das deliberações das Assembleias Gerais é melhor esquecer. É esta a informação que nos dá a FPX, tal como as Teses identificaram.

Ainda vai o xadrez nacional! E, depois não façam ondas por causa do IDP.

Pessoalmente, irei, em breve, fazer chegar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral um pedido de nulidade das deliberações da Assembleia Geral Estraordinária - respeitante ao Ponto Dois 2 - Preenchimento de vacatura deixada por suplente [da Ordem de Trabalhos] - que teve lugar no passado dia 25 de Novembro de 2007, por violação expressa dos estatutos da Federação Portuguesa de Xadrez.

Manifesto de Apoio à constituição de uma Associação de Jogadores de Xadrez Portugueses

Na sequência das Teses para alterar o xadrez nacional era inevitável avançar para a constituição de uma Associação de Jogadores de Xadrez Portugueses.
Já existe uma Associação de Mestres de Xadrez, era, por isso, o mais natural que uma Associação de Jogadores aparecesse um dia. Foi neste ano da graça de 2007. Uma data importante, sem dúvida, em que se comemora o 80º Aniversário da FPX.

As razões de uma recusa (a explicação necessária)

Na passada 5ª feira, 22/Nov, à noite, recebi um telefonema do Presidente da FPX, António Bravo, a convidar-me para a Direcção da FPX.

Como ia subir a efectivo um suplente, em virtude da demissão (no passado dia 12/7) do Secretário Carlos Sirgado, seria necessário, no entendimento do Presidente da FPX, cooptar um novo elemento.

Não cheguei a apurar as razões que o levaram a efectuar este convite pessoal. Fiquei surpreendido. Nada faria supor um tal convite. Seria de ficar sensibilizado, como fiquei, mas, também atónito. Como seria facilmente compreensível não poderia aceitar um tal convite. Não, nas circunstâncias actuais.

Tive a oportunidade de explicar - era exigível, mesmo - a minha recusa. É isso que pretendo tornar público, a fim de que não surjam quaisquer dúvidas, confusões ou mal entendidos.

1. Desde 12/07/2007 que há um lugar vago e sem pretendentes. Só 4 meses depois e nas vésperas de uma Assembleia Geral é que seria preenchido. Por outro lado, surgia outra vaga, por preencher, por isso me foi efectuado o convite.

2. Nesssa noite desconhecia em absoluto que estava convocada, e logo desde 29/10, uma Assembleia Geral da FPX, para 25/11, nem da data fui informado.

3. Naquelas circustâncias não fazia muito sentido o convite, porquanto havia publicado no início da semana as Teses para alterar o xadrez nacional, o que mostrava que a situação havia mudado, pelo menos a análise da situação tornara-se pública, logo conhecida.

4. De facto, ao publicar aquele documento, tinha mostrado à comunidade xadrezística que era preciso mudar, mas, mudar muito, de práticas, de mentalidades, e, mesmo de pessoas.

5. Sendo crítico e defendendo uma alteração profunda no funcionamento e orientação dos destinos institucionais nacionais associativos e federativos não poderia aceitar um convite que não tinha condições para cumprir.

6. Seria suposto e normal, acaso houvesse real intenção de mudar, ou, pelo menos de me ver incluído na Direcção da FPX com a minha visão crítica da situação federativa nacional, de dialogar previamente, explicando a razão do convite, ouvir a minha disponiblidade de tempo, conhecer as minhas ideias (em particular, quando não havia ainda sido lidas as Teses), discutir o Plano de Actividades e o Orçamento para 2008. Mas, era pedir demais.

7. Mas, afinal, era apenas para 2º suplente, o lugar vago. Seria apenas e só tapar um buraco federativo.

8. Para além de tapa-buracos, seria, a concretizar-se, mais um erro de casting, como, ironica, mas muito justamente, lhe chamou Carlos Sirgado, ao referir-se à sua inclusão no elenco federativo sujeito ao sufrágio do passado 13/5.

9. Nada me move, pessoalmente, contra qualquer membro da Direcção da FPX, mas, manda a verdade dizer que não me identifico - pese a boa vontade no reconhecimento da necessidade de existência de uma estabilidade directiva - nem concordo com a forma como a actual Direcção está a orientar os destinos da FPX.

10. Não é, pois, a forma que defendo de dirigir institucionalmente o xadrez nacional, como muito claramente defendi nas Teses para alterar o xadrez nacional.

11. O apoio que tenho recolhido às críticas formuladas nas Teses, publicado ou não, mostra claramente a necessidade de mudança.

12. Por isso, seria incompreensível, entrar para a Direcção a prazo, entrar para voltar a sair, com conflictos, desacordos, mal-entendidos. O xadrez não precisa de mais atribulações.

13. É, assim, que surge incompreensível o convite para a Direcção da FPX. Não quero afirmar que foi o abraço da cobra, como soe dizer-se, isto é, para neutralizar as críticas. Mas lá que parece, parece.

14. Não pretendo desvalorizar o convite, mas, prece-me que foi uma pura perca de tempo, como muito bem será compreendido.

Pelas razões expostas, não me resta dizer mais nada, senão afirmar, que a minha presença nas amenas e profícuas reuniões da Direcção da FPX, seria mais um sinal de instabilidade do que concórdia social. Desculpem-me a franqueza, mas é o que sinto ainda, 8 dias depois daquele convite.

Por último, durante a conversa com o Presidente da FPX, nem passou pela cabeça que estava a ser convidado à revelia dos Estatutos da Federação Portuguesa de Xadrez.

O que recebi foi um convite fantasma. Um convite que nunca poderia ser concretizado. Só espero que ninguém tenha ficado com a vaga.

A imprensa portuguesa destaca título de Ruben Pereira

Foto de Carlos O. Dias, durante Fase Final do Nacional Absoluto 2007 [08.2007]

Jovem Rúben Pereira sagra-se vice-campeão é o título do artigo de Paulo Felizes, publicado no Jornal de Notícias, com destaque na primeira página.

Outras publicações nacionais se fizeram eco do despacho noticioso da Agência Lusa, como o Diário Digital, Infordesporto e Record.

De referir a produção de artigos próprios, baseados no despacho da Lusa, no Jornal de Notícias (Paulo Felizes), O Jogo, o Diário de Notícias (Cipriano Lucas), e Expresso (RPC), que fizeram referência à actuação e título obtidos pelo Ruben Pereira.

Por outro lado, Fernando Pinho, também salienta a proeza de Ruben Pereira em artigo no jornal de xadrez 16x16. O director do 16x16 conseguiu obter as reacções do Presidente da FPX.

Uma jornada na imprensa a favor do xadrez, que vale mais do que muita propaganda interna que as instituições federaticas possam fazer pela causa da modalidade.

Ruben Pereira está de parabéns pelo título e mérito pessoais, pelo prestígio ao serviço de Portugal e pela propaganda da modalidade.

Obrigado Ruben Pereira, extensível ao seu pai e ao seu treinador.

28 novembro 2007

Ainda sobre as Assembleias Gerais da FPX

Recebi o seguinte email do António Pereira dos Santos, datado de 25/11 [2:09 pm]. Pela sua importância não posso deixar de o divulgar.

Caro amigo,

Não tive tempo suficiente para analisar a convocatória para as AG da FPX deste fim de semana mas gostaria de chamar a atenção para o seguinte: contactei a APMX que me disse que não receberam nenhuma convocatória para esta AG. Chamo a atenção para o Art 28 nº 3 dos estatutos.

Chamo a atenção para a continuação da vergonha ou arrogância em não se cumprir a lei. Penso que a convocatória para as AG deve ser dirigida a cada um dos sócios.

Questiono a legalidade da utilização de um sitio da net como convocador. Penso que esta AG é segundo os estatutos e a lei impugnável.

Um abraço,
António

Um Aviso!

Quando há uns tempos atrás o António Castanheira se queixava que não tinha paciência para efectuar o registo no blogue, decidi, excepcionalmene, para facilitar, admitir os comentários anónimos, acreditando que, no final, os participantes se identificassem.

Chamava a atenção para a forma dos comentários que não deveriam conter linguagem menos apropriada nem ofensas à dignidade de quem quer que fosse.

Os comentários têm sido efectuados, no essencial, de forma correcta, ao nível da linguagem. Mas, a publicação das Teses tem empurrado a discussão para um nível vigoroso e empenhado, parecendo, assim, haver intenção de direccionar a discussão.

Lembremo-nos que Fernando Carapau, chegou a colocar um comentário de duas linhas a pedir que se deixasem de tricas e discutissem as Teses. Parece que escreveu em vão.

Fica-se com a impressão que há quem pretenda radicalizar a discussão, colocando-a num nível de confronto entre partidários a favor e contra a actual Direcção da FPX e, maxime, do seu Presidente.

Devo, desde já, esclarecer dois aspectos:

1. Não admito qualquer tipo de censura no blogue Ala de Rei. A liberdade de expressão, é um bem supremo e não deve ser cerceado, mas, não posso aceitar, que em nome da liberdade que disfrutam, se permita criar um mau ambiente, inquinando um debate sério, empenhado e honesto. Se for necessário, esses comentários serão eliminados.

2. Não posso aceitar que a possibilidade de comentar os artigos publicados, na sequência das Teses, desvie ou conduza, um debate livre, aberto e sério sobre estas e orientem para um processo de intenções sobre a actuação da Direcção da FPX ou do seu Presidente. Não é, no essencial, isso que está em discussão, como todos sabem.

Qualquer pessoa é livre de ter os pontos de vista que entender sobre a conduta das Direcções da FPX, mas, não deve, confundir questões diferentes, e, para cúmulo, a coberto do anonimato.

Permitam-me duas perguntas:

Porque razão os comentários são efectuados sob a forma anónima ou de nomes fictícios? Porque razão quem faz os comentários não dá a cara, assinando com o seu nome?

Por último, porque é que se permitem fazer comentários em artigos que nada têm a ver com o conteúdo desses comentários?
Espero e desejo que compreendam que o blogue não é propriamente um jornal de parede, em que qualquer pessoa pode escrever o que lhe apetecer consoante os seus estados de alma.

Ruben Pereira é o Vice-Campeão Mundial Jovem S16


O mais recente e mais jovem MF português Ruben Pereira (da AA Amadora), encontra-se desde o dia 18, a disputar o Campeonato Mundial de Jovens 2007 (S16), World Youth Championshiop 2007 (U16), em Kemer/Antalya, na Turquia, que terminou hoje, dia 28.

Após a 10ª sessão, (9) Ruben Pereira encontrava-se em 2º lugar num quarteto com 8,5 pts, e veio a terminar no 2º lugar, com 8,5 pts, em 11 possíveis, entre os 125 participantes da prova.

Parabéns Ruben, sempre és o Vice-Camoeão do Mundo! (durante a Final do Nacional Absoluto 2007. Foto de Carlos O Dias). Obrigado ao Pedro pela correcção.

O que aprovaram as Ass Gerais de 25/11?

Hoje, 4ª feira, dia 28 de Novembro, passadas mais de 72 h da realização das Assembleias Gerais da FPX, desconhece-se o que foi deliberado por aquelas reuniões federativas?

Alguém sabe de alguma que possa dizer-me?

24 novembro 2007

Estudantes autralianos jogam xadrez

No longer the secret, dusty passion of nerdy types that live in the school library, chess is now the fastest growing sport in the nation's schools

escreve Justine Ferrari, (Education writer) no artigo School students make the move to chess [24.11.2007], no jornal The Australian.



Listagem completa de Elo FIDE de Portugal



Neste portal sueco podemos encontrar, uma listagem integral do Elo FIDE dos jogadores com bandeira da Federação de Portugal, devidamente actualizada, incluindo os inactivos.

É um achado, porquanto, todos sabemos das grandes dificuldades que temos em obter listagens acessíveis, de imediato, e completas. De Luis Galego 2524 a J... 1422, estão lá todos. Mas, está desactualizada, é a ELO-världslistan JULI 2007.

Basta visitar Schackcentralen.com.

Um blogue de matemática com xadrez

João Maduro, (professor de Matemática do 3º ciclo na Escola Eugénio de Castro, em Coimbra), tem um blogue sobre matemática e xadrez, muito interessante que vale a pena visitar, Matemática e Jogos Estratégicos Matemáticos, para divulgação de temas da matemática, jogos estratégicos e outras actividades lúdicas matemáticas.

O professor João Maduro disponibiliza ainda, uma página na plataforma Moodle da Escola, com acesso restrito, para alunos devidamente identificados com correio electrónico. Na página estão materiais do 8º ano, e outros materiais do 7º ano, que servem de pré - requisitos.

23 novembro 2007

«Xadrez em 1972 ou Xadrez em 1976?»


Permito-me apresentar o seguinte texto - um documento de antologia para a História do Xadrez em Portugal que tarda em chegar - para conhecimento ou lembrança do que foi o passado recente da nossa história. Contra a ideologia de pacote contrapõe-se a ideologia de pacotilha, resultado, o Xadrez actual.

Nem consigo esboçar um leve desejo de comentário deste texto - e tão necessário ele se impunha - tão claro é ele. O tempo, 30 anos depois, encarregou-se de substituir as melhores e certeiras palavras que pudesse escrever. Basta ler.

Parece um texto tirado do baú da história e, no entanto... Uma folha amarelada de um qualquer arquivo esquecido, mas, não está à disposição de todos na Biblioteca Nacional de Lisboa, em qualquer dia da semana.


A "CAMPEONITE" ONTEM E A CONSCIÊNCIA DA REALIDADE HOJE

1972. Campeonato do Mundo de Xadrez. Robert Bobby Fischer - Boris Spassky. Durante mais de mês e meio, concretamente de 11 de Julho a 1 de Setembro, o Mundo foi abalado. Não só o Mundo restrito do Xadrez, mas até e, em termos relativos, talvez mais, o Mundo todo, xadrezista ou não, muitas vezes mais político do que qualquer outra coisa. Nunca Portugal, no seu pequenino orbe, "orgulhosamente só", dedicou tanto (ou tão pouco) ao tabuleiro dos 64 quadrados brancos e negros. Fischer contra Spassky. Estados contra URSS. As duas ideologias, a matéria desportiva misturada com a política. Divulgação do Xadrez, sem dvida, mas acima de tudo exploração, do mesmo. A favor de quem? Ninguém saberá responder. Hoje em Portugal há um interesse mais real, mais autêntico, do que a folclórica "utopice" de 1972. Hoje as pessoas querem jogar Xadrez, sentem o desejo de o fazer, sentem o Xadrez pelo Xadrez, reconhecem a razão de o praticar, o porquê da sua importância.

Há 4 anos era o orgulho no triunfo do mundo de plástico sobre a realidade do poder dos trabalhadores. Há 4 anos todos queriam ser Fischers. Hoje todos querem saber como se joga o Xadrez.

O que resultou da "utilidade" do Grande Acontecimento entre nós portugueses? Nada, para além de um interesse momentÂneo, bem aproveitado pelos simpatizantes do dólar. O que se passa hoje? O Xadrez, essa espécie de ritual. mais arte que jogo, mais ciência que jogo, deseja-se por aquilo que é, pelo fascínio que exerce. Ao fim e ao cabo, arte pela arte ou, o que é o mesmo, Xadrez pelo Xadrez.

Surgem núcleos interessados em toda a parte. Para além das agremiações desportivas, culturais ou recreativas, há o que não havia - os órgãos populares de base (comissões de moradores, comissões de trabalhadores) que, sem as jogatanas oportunísticas do aproveitamento político do Xadrez, no mau sentido, se empenham na prática da modalidade peloa importância que ela mesma assume no processo de aquisição de uma cultura não elitista, aberta a todo um povo que, pleno de contradições, entra por um papel activo na nossa história. Os referidos núcleos, ao organizarem as suas secções, estão a criar aquele aspecto de trabalho comunitário, que pode ir desde a elaboração de uma folha divulgadora até à feitura do tabuleiro moral, elemento de trabalho e verdadeiro "quadro preto". É este um dos mais, senão o mais importante, dos aspectos de que se reveste o nosso novo Xadrez.

Afinal é hoje, e não no artificial 1972, que os portugueses despertam para o Xadrez; é hoje, sem os aproveitamentos de ocasião, que se quer por um natural anseio, saber jogar Xadrez.

Texto não assinado publicado na pág. 2 do Boletim da Federação Portuguesa de Xadrez, nº 22, 15 de Junho de 1976 (distribuição gratuita). Coordenadores: Dagoberto Markl, José Oliveira, Sobreda Antunes e Tomé Duarte.

Assembeias Gerais da FPX em 25/11/2007

A FPX decidiu convocar duas Assembleias Gerais para o próximo sábado, dia 25/11. A primeira destina-se a «apreciação, discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento da FPX para 2008» e a segunda a «ratificação de preenchimento de lugar da direcção por suplente», «preenchimento de vacatura deixada por suplente» e «apreciação, discussão e votação de alterações aos Regulamentos da FPX».

Continuo a não compreender porque só nas vésperas das próprias Assembleias é dado o conhecimento público de que as mesmas se irão realizar horas depois, isto é a pouco mais de 48 horas. Hoje 6ª feira é conhecido que há reuniões no próximo Domingo, e, no entanto, as Convocatórias estão assinadas desde 29 de Outubro. Para não variar, os documentos a discutir e aprovar nas Assembleias também não foram disponibilizados a tempo.

Os associados [AXs e APMX] poderão ter sido convocados a tempo, mas, persiste-se a não dar conhecimento público atempado de uma actividade que é pública. Por lapso, ou não, as propostas de alteração aos Regulamentos da FPX não estão divulgadas.

Espera-se que seja dado conhecimento público das deliberações das Assembleias da FPX.

O tempo joga um xadrez sem peças

FAZENDA EL RETIRO (O Ouro dos Tigres, 1972)


O tempo joga um xadrez sem peças
No pátio. O estalar de um rumo
Rasga a noite. Lá fora, a planície
Vai espalhando léguas de sono e de pó.
Ambos sombras, copiamos o que ditam
Outras sombras: Heraclito e Gautama.

Jorge Luis Borges, Obras Completas, vol II (1952-1972)
1998, Círculo de Leitores, Lisboa

Quem se lembra?

Uma pista. Estávamos no dia 23 de Março de 1983, em plena cidade de Lisboa. E, mais não digo... por enquanto.

Foi no Natal de 2005 no Porto



NATAL N’UPORTO - Workshop “Xadrez Gigante”

O IRICUP [Instituto de Recursos e Iniciativas Comuns] da Universidade do Porto, em colaboração com Câmara Municipal do Porto (CMP) e com o Cineclube do Porto, organizou durante o mês de Dezembro no Pavilhão Rosa Mota, o Natal N’UPorto – Workshop “Xadrez Gigante”. Este evento, orientado para crianças dos 8 aos 13 anos, incluiu actividades de carácter cinematográfico, artístico e desportivo. O objectivo desta acção foi ocupar os tempos livres dos filhos dos funcionários da UP, da CMP e de sócios do Cineclube do Porto durante as férias de Natal, aproximando-os do Cinema, das Artes Plásticas e do Desporto.

Lido na Newsletter da Universidade do Porto, n.22, Dezembro 2005

22 novembro 2007

Mestres de Xadrez têm colunas em jornais


Apresento a seguir, retirado do sítio Chesscircle.net, uma breve listagem de locais onde mestres de xadrez escrevem na imprensa norte-americana:

New York Times - GM Robert Byrne;
Washington Post - GM Lubomir Kavalek;
Boston Globe - GM Patrick Wolff (co-colunista);
Los Angeles Times - IM Jack Petewrs;
Sunday Indepednent of Ireland - GM Alexander Baburin;
The Denver Post, GM Larry Evans (e em http://www.worldchessnetwork.com/);
New York Post - GM Andy Soltis;
Saturday's Telegraph -David Norwood;

Outro espaço onde se pode ler, com muito proveito, é no sítio Chesscafe.com, onde escrevem, por exemplo, Nigel Davies, Bruce Alberston, Mark Dvoretsky, Steve Goldberg, Yasser Seirawan, Susan Polgar, Hans Ree, Bruce Pandolfini, Geurt Gijssen.

Uma selecção de luxo, esta do Chesscafe reconheça-se.

Em, Portugal, bom em Portugal esqueçamos. Existe o Jorge Guimarães que escreve quando lhe apetece ou quando lhe deixam - ainda não percebi bem isto - no Público, sobre xadrez internacional, António Pereira dos Santos, tem uma coluna no Diário de Notícias, Joaquim Durão, na revista Templo Livre (Inatel), Luis Santos, que depois de ter escrito na Capital e no Diário Desportivo, se encontra inactivo, publicando, avulsamente, por aí.

Eu não conheço mais nada, se alguém souber, avise-me, ou tenha a amabilidade de completara listagem com um comentário.

21 novembro 2007

Quem são os 2 jogadores de xadrez?

Quem são os dois jogadores no tabuleiro de xadrez?

Blogue oficial da AX Coimbra

Através do blogue Xadrez em Coimbra, do professor de Matemática, João Maduro, divulgado hoje, tomei conhecimento da existência do do blogue da AXDC. Como ele refere no seu post
É com agrado que divulgo o nascimento de um blog oficial da Direcção da AXDC , cujo objectivo é a divulgação da prática de xadrez a nível regional. Até à criação da sua Homepage, a Associação de Xadrez do Distrito de Coimbra, terá neste blog, o seu meio de comunicação com os clubes e jogadores do distrito. [Ver o blogue AXDC]
É sempre bom saber e conhecer que há mais informação oficial na Internet. Não obstante estar disponível desde 5/10, só agora foi possível tomar conhecimento da sua existência.

Em 13/11, publicou uma entrevista com o MN Diogo Alho, da Académica de Coimbra, que recentemente obteve uma norma de MI.
Destaco, desde já, a sua resposta, à pergunta O que pensas do actual estado do Xadrez em Portugal? És optimista?

O Xadrez carece de divulgação. Os nossos campeões têm de ser reconhecidos, temos que chegar à pessoa comum. Eu nunca joguei ténis e sei quem foram alguns campeões da modalidade. Para isso é fundamental que sejam criados meios de comunicação, bons sites, que noticiem e de preferência profundamente e comissões da FPX e AX distritais que cheguem aos jornais. Nisto há muito para evoluir. Temos de aprender ou reaprender a vender a nossa actividade.

Se conseguirmos dar volta a esta situação penso que muitas portas se abrirão, não falo em mundos e fundos mas pelo menos que possamos dignificar a modalidade em termos de condições.

Um exemplo disto foi o que se passou com Preliminar do Nacional, apesar do grande esforço, da FPX, a sala e mesas disponibilizadas foram claramente uma pecha do campeonato. A sala era grande mas não foi por isso que alguém filmou/fotografou. Seria uma notícia, 80 jogadores a jogar o Preliminar. Não havia uma zona separada da sala para análises. Estas questões para dignificação dos campeonatos têm de ser precavidas atempadamente.

Ler a entrevista de Diogo Alho.

17 novembro 2007

Teses para alterar o xadrez nacional


O jornal de xadrez 16x16, vai publicar, na próxima 2ª feira, dia 19 de Novembro, Dia Mundial do Xadrez, um artigo - Teses para alterar o xadrez nacional - que escrevi propositamente para esta publicação online.

«Nas condições actuais que o xadrez atravessa, se me lerem, dar-me-ei por satisfeito» (em Teses)

16 novembro 2007

Susan Polgar disponibiliza Fóruns de Discussão



A GM Susan Polgar, autora do imprescindível Susan Polgar Chess Blog, disponibiliza agora um Portal de Fóruns de Discussão do Xadrez (Chess Discussion Foruns), dividido em 4 áreas distintas: Geral, Blogues, Fóruns e Recursos (ainda não disponível).

Chamaram-me particularmente a atenção os seguintes fóruns:
Grandes razões para uma visita e uma sugestão (implícita ao Lusoxadrez...).

Pelas questões levantadas aquando do registo para participar no blogue fiquei com a ideia de que vai ser um fórum de discussão sério e pouco dado a questões menores. A ver vamos.

15 novembro 2007

Yugoslavia 9-11 URSS


Amigos e Rivais

Não obstante as duas nações já não existirem, a ex-Jugoslávia e a ex-União Soviética defrontaram-se nos passados dias 8 e 9 de Novembro, em Moscovo para matar saudades e reviver o passado em que os xadrezistas se defrontavam nos anos 1950-1980 com frequência defendendo as suas bandeiras.

O encontro foi disputado entre actuais veteranos que participaram a 10 tabuleiros, a duas voltas.

1ª volta, 08.11.2007: Yugoslavia 4-6 URSS;
2ª volta, 09.11.2007: URSS 5-5 Yugoalavia.

Os primeiros tabuleiros de cada equipa foram V. Korchnoi e S. Glogoric.

Ler mais em ChessBase.

14 novembro 2007

Moodle um utilitário







Moodle é um sistema de gestão de cursos. É um software de Fonte Aberta (Open Source) concebido para utilizar princípios pedagógicos (pedagogical principles), para ajudar os educadores a criar verdadeiras comunidades de aprendizagem online.

Teste de QI online

A Profª Paula Perna, da associação Educom, da Associação Portuguesa de Telemática Educativa, disponibiliza na sua página, um teste de QI. Os interessados podem podem medir aqui a Inteligência.

Ver Netescrit@, um espaço que pretende contribuir para o desenvolvimento das competências de leitura e escrita de crianças e jovens. Ver também outros Projectos publicados na Web.Educom.

13 novembro 2007

Entrevista a António Viriato Ferreira


António Viriato Ferreira, xadrezista português radicado em Andorra, autor do blogue Viriatovitch Chess, concedeu uma entrevista ao jornal online 16x16.

A entrevista vale a pena ser lida com atenção, quanto mais não seja porque é o ponto de vista de um português sobre o xadrez português visto lá de fora, sem os vícios da mentalidade dominante. No entanto, aponta para algo que tem fundamentalmente a ver com o xadrez desportivo e de competição. Não visa o xadrez como ferramenta no ensino ou a sua inclusão na estrutura curricular de ensino. Não obstante, é um ponto de vista válido para ultrapassar a situação de crise que o xadrez vive actualmente em Portugal.

Apresento, em seguida, alguns trechos significativos da entrevista

Em resposta à pergunta sobre «como considera o estado do xadrez em Portugal»?
Está mal. Há muita porcaria metida no xadrez nacional. Gente que entra no xadrez e não se sabe positivamente porquê. Ainda assim, tenho a certeza que as coisas vão mudar para melhor. Temos um problema de mentalidades neste país. Quase que só têm havido pequenas conquistas realizativas pelo trabalho de «carolice». O amadorismo reinante no xadrez nacional, não permite sonhar mais alto. O xadrez deve trazer para si, as melhores pessoas de todas as áreas. Aficionados, empreendedores, que sirvam o xadrez nacional e que não se limitem a sacar o que podem dele.
(...)

Quanto às mudanças que implementaria e Portugal, «que já tenha vivenciado fora»?
Uma associação de interesse público, que promova eventos de xadrez. É isto que, numa primeira fase, estou a tentar criar em Portugal. Provavelmente, acabará sendo também uma escola de preparação para futuros profissionais de xadrez. Se chegar a ter uma equipa de xadrez, será com «professores» e «alunos» dessa mesma escola.

A teminar, a sua visão pessoal de um blogue sobre xadrez.
Tenho vários espaços na blogosfera, sendo um sobre xadrez. A ideia foi implementada por eu estar cansado de ver sites e blogues nacionais que falam de tudo, menos do jogo de xadrez. Os espaços que existem, de «xadrez zero», não trazem nada ao praticante da modalidade. Proponho-me neste blogue a escrever sobre xadrez, a sua história e curiosidades, promover a modalidade e os seus praticantes nacionais. [sublinhados meus]
Ler a entrevista completa.
A foto de Viriato Ferreira, pertence ao autor e foi retirada do seu blogue.

12 novembro 2007

A FPX tem nova página online








Quem tenha acedido à Federação Portuguesa de Xadrez, através do Google, depara-se com "duas" FPX.

A primeira, "oficial", como se pode ler, em http://www.fpx.pt/ reenvia para a actual http://fpx.weebly.com/.

Quem aceda pela segunda, entra por http://www.fpx.pt/provas.htm. E clicando em Página Inicial, poderá conhecer, desde já, a "nova página" da FPX. O novo sítio da FPX, produzido por Rededelta,Lda com o software netsoft, encontra-se disponível (online) a partir de hoje.

Parece-me, no entanto, que ainda se encontra em fase experimental, porquanto algumas funcionalidades estão incompletas ou indisponíveis.

É mais atractiva, leve e agradável visualmente, em especial, o topo da página. Mas, ainda com pouco material. Por outro lado, a conjugação das cores dos textos e links, sobretudo estes, e depois de lidos, parecem-me fracas. Útil, porventura, poderão ser os destaques móveis (se forem devidamente actualizados). O calendário disponibilizado poderá ser muito útil para conhecer as actividades federativas, em especial, os calendários das provas oficiais.

Impunha-se uma nova, informativa, documentada, eficaz página oficial. Tanto mais que praticamente o material disponibilizado pela página da FPX não se encontra nas páginas da maior parte das Associações e Clubes que nem sequer dispõem de locais online. A FPX tem por isso que suprir esta lamentável lacuna, inclusivé, pensar em ceder espaço às associações e clubes, para que os clubes e os jogadores possam obter alguma informação que, de outra forma, não lhes chegará.

Apesar de tudo, o esforço da FPX deve ser referenciado e apreciado. É, pelo menos, a minha opinião.

ACP pede à FIDE alterações aos controlos dos tempos nos relógios

A Associação dos Professionais de Xadrez (ACP) reuniu-se em Julho de 2005, com a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) para analizar os novos controlos de tempo nas competições oficiais da FIDE:90 minutos para 40 laces, seguido de 30 minutos para os restantes lances, com um incremento de 30 segundos por lance.
A ACP vem agora, através do seu Secretário-Geral, Bartlomiej Macieja, pedir à FIDE que apresente uma proposta clara e definitiva, admitindo ainda que os organizadores de provas possam escolher entre duas altenativas, aquela que melhor lhe convenha para disputar uma torneio.
Resumo do documento disponível na ChessBase news (edição espanhola). Ver o documento da ACP em Standardization of time control.
A proposta poderá ser interessante, em particular, para maior competitividade nas provas. Após a transição (nos relógios mecânicos), ficariam apenas 4 ritmos de jogo:

CLÁSSICAS:
90' (40) + 30' (fim) + 30" (incremento por cada lance);
90' (40) + 50' (20) + 15' (fim) + 15" (incremento por cada lance);

SEMI-RÁPIDAS:
20' (incremento de 10" por lance desde o início)

RÁPIDAS:
3' (incremento de 2" por lance desde o início)

Chessmovies: Excelente Videoteca online


Encontra-se disponível online, a Chessmovies, uma interessante biblioteca de filmes e outros vídeos de xadrez, submetido pelos seus autores, em todo o mundo. Há vídeos para todos os gostos, incluindo os fãs do Gato Fedorento. Vale bem a pena uma visita.

(Foto: Vídeo de Onischuk-Carlsen, Tie-Break, Biel, 2007)

09 novembro 2007

Comemoração do Dia Mundial do Xadrez

Com a dupla intenção de comemorar o 80º Aniversário da fundação da Federação Portuguesa de Xadrez [no passado dia 22 de Janeiro] e o Dia Mundial do Xadrez, «A direcção da FPX tem o privilégio de anunciar este evento a realizar no dia 19 de Novembro a partir das 18 horas na Fábrica Braço de Prata».

Do Programa já disponível, constará uma Palestra do Dr. Dagoberto Markl, historiador e membro da Academia de Belas Artes e igualmente xadrezista, no GX Alekhine e uma Simultânea do GM António Fernandes, da AX Gaia.

É a comemoração possível nestes 80 anos de xadrez federado em Portugal. O xadrez e os xadrezistas mereciam mais, mas a boa vontade manifestada é tudo numa modalidade desportiva a precisar de uma profunda reestruturação de equipamentos, acções e mentalidades.

A reflectir.

«Chess Life» para crianças